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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série C. Camisa da YinJing, com patrocinadora master Continue. Sob orientação do técnico Luizinho Perezo.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 8 | Aguilera | André Aguilera | Lateral, vindo do Belén (Costa Rica) |
| 9 | Juninho | Norberto Fontana Júnior | Ponta, da base |
| 10 | Ares | Aaron Fornense | Meia, vindo do Racing Club (Argentina) |
| 11 | Igor | Igor Vale | Ponta, da base |
| 12 | Vitor Rafael | Vitor Rafael | Capitão e goleiro, vindo do Central |
| 15 | Thalouco | Thales Patrick | Zagueiro, veio do Novorizontino |
| 17 | JF | Jorge Freitas | Meia, veio do Cresspom |
| 19 | Noah Bernardes | Noah Bernardes | Meia, veio do Boavista |
| 21 | CJB | Carlos José Bittencourt | Centroavante, da base |
| 22 | Carlos Rock | Carlos Baldini | Ponta, da base |
| 24 | VGP | Victor Gabriel Paes | Lateral, vindo do Titã |
| 29 | Augusto | Augusto Costa | Meia, veio do Itabirito |
| 32 | Diógenes | Diógenes Milani | Centroavante, veio do Mirassol |
| 94 | Rui Comparsa | Rui Pizzo | Zagueiro, vindo do Juazeiro |
Por Claudia Neuralli
Se existe um clube no futebol bardileiro que personifica a expressão "morreu e ressuscitou", esse clube é o Agremiação Sportiva Arapiraquense. Fundado em 1952 na cidade do fumo alagoana, o ASA carrega em seu mascote - um fantasma - a perfeita metáfora de sua trajetória: um time que some por décadas e, quando menos se espera, materializa-se de forma espetacular no cenário nacional.
A história do "Fantasma" no Campeonato Bardileiro começou de forma discreta nos anos 1980, quando o clube oscilava entre as Séries C e D sem jamais despertar grandes atenções. Foi em 1983 que iniciou um dos períodos mais longos de ostracismo do futebol nacional: dez anos consecutivos na Série D, entre 1983 e 1993. Uma década inteira vagando pelas divisões inferiores, praticamente invisível aos olhos da grande mídia esportiva.
Durante esses anos sombrios, o ASA sobreviveu graças ao apoio incondicional de uma torcida apaixonada e à persistência de dirigentes visionários como Cássio Fragoso, que assumiu a presidência em 1987 e permaneceu no cargo por duas décadas. Foi Cássio quem trouxe ao clube, em 1994, o técnico Vinícius Nader - então iniciando sua carreira após aposentadoria como jogador - para comandar a primeira tentativa séria de ascensão do Fantasma.
A década de 1990 trouxe esperanças renovadas. O ASA conseguiu alternar entre as Séries B e C, chegando até mesmo a disputar uma final de acesso em 1998, quando perdeu nos pênaltis para o Vitória por uma vaga na elite. Esse foi o primeiro grande "quase" da história do clube, que voltaria a assombrar os dirigentes alagoanos por anos.
O início dos anos 2000 reservaria ao ASA uma das quedas mais dramáticas do futebol bardileiro. Entre 2001 e 2004, o clube despencou da Série C até a Série E, tocando o fundo do poço em 2004. Foi quando chegou a Arapiraca um jovem e desconhecido técnico chamado Francisco Vasconcelos, que havia encerrado a carreira como jogador no São Paulo e buscava sua primeira oportunidade como treinador.
Vasconcelos trouxe consigo uma metodologia revolucionária baseada na formação de jovens talentos locais. Em 2005, o ASA foi vice-campeão da Série E com um time formado quase inteiramente por garotos da região de Arapiraca. O destaque era um jovem atacante de 19 anos chamado Zara, que marcou 31 gols naquela temporada antes de ser vendido para o Santos por uma quantia recorde para os padrões do clube.
Porém, foi apenas em 2015 que o Fantasma realmente se materializou no cenário nacional. A chegada do experiente técnico Edu Taccone - em uma das passagens mais exitosas de sua carreira - marcou o início da era mais gloriosa da história do ASA. Taccone implementou um modelo de jogo ofensivo e envolvente que rapidamente conquistou não apenas resultados, mas também o coração dos torcedores neutros em todo o país.
A ascensão meteórica começou em 2016, com a conquista inédita do título da Série C. O elenco, comandado pelo experiente volante Kauê Dias - que havia retornado ao Brasil após passagem pelo Manchester City - e pelo jovem atacante Algo Pestana, emprestado pelo Palmeiras, encantou o país com um futebol alegre e eficiente.
Em 2017, veio o maior título da história do clube: o campeonato da Série B. A final contra o Ceará, decidida no Estádio Coaracy Fonseca lotado com mais de 15 mil torcedores, entrou para a história como uma das partidas mais emocionantes já disputadas em Arapiraca. O gol de Algo Pestana aos 47 minutos do segundo tempo não apenas deu o título ao ASA, mas também projetou o jovem atacante para a seleção brasileira.
O auge veio em 2018, na primeira temporada do Fantasma na elite do futebol bardileiro. Sob o comando de Taccone, que havia permanecido no clube por lealdade, o ASA surpreendeu o país ao terminar a Série A em terceiro lugar, garantindo vaga na Copa Libertadores. A campanha histórica incluiu vitórias memoráveis sobre Flamengo, São Paulo e Corinthians, transformando o modesto estádio alagoano em uma das praças esportivas mais temidas do país.
Durante quatro temporadas (2018-2021), o ASA se estabeleceu como uma das revelações do futebol nacional. Revelou talentos como o meia Herbert Serra - que havia retornado das categorias de base do Barcelona - e consolidou-se como o maior fenômeno esportivo da história de Alagoas.
Contudo, como frequentemente acontece no futebol, o sonho teve fim abrupto. A saída de Taccone para a seleção brasileira em 2021, combinada com dificuldades financeiras decorrentes da pandemia, iniciou uma queda livre que levou o Fantasma de volta à Série D em apenas três anos. A venda dos principais jogadores e a instabilidade técnica - foram sete treinadores diferentes entre 2021 e 2023 - consumaram uma das quedas mais dramáticas da história do futebol brasileiro.
Hoje, de volta à Série D em 2024, o ASA trabalha silenciosamente para uma nova ressurreição. A recente contratação do técnico Martin Alcocer e a reformulação das categorias de base acenam com esperanças renovadas. Afinal, como bem define o hino do clube: "O Fantasma nunca morre, apenas desaparece para voltar mais forte".