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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série E. Camisa da Viaça, com patrocinadora master Ases Soft. Sob comando do técnico Carlos Azevinho.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 1 | Jorge Guia | Jorge Leone | Veio do Maracanã |
| 2 | Cyrankiewicz | Romuald Cyrankiewicz | Vindo da Cracovia (Polônia) |
| 8 | Aldenor | Aldenor Siqueira | Ponta, jogava no Olaria |
| 11 | Luis Silva | Luis Silva | Veio do Inter de Limeira |
| 15 | Sabino Caetano | Sabino Caetano | Zagueiro, vindo do Itacoatiara |
| 28 | Ygor Jurado | Ygor Antunes | Meia, vindo do Remo |
| 33 | Rain | Rain Quatman | Ponta, vindo do Rospak (Gana) |
Por Mister Ventus
Se o futebol brasileiro fosse um mapa, o Atlético Piauiense seria aquele ponto no fim do mundo que ninguém espera encontrar, mas que, quando aparece, morde com raiva. Fundado em 1919, em Teresina, o Cavernão — como é carinhosamente (e respeitosamente) chamado — é daqueles clubes que não pedem licença para existir. Em um estado onde o futebol muitas vezes é ofuscado pelos gigantes do Sudeste, o Atlético-PI é a prova de que paixão não tem fronteiras geográficas.
Com suas cores verde e amarela — que poderiam ser confundidas com as da seleção brasileira, não fosse o orgulho piauiense estampado em cada detalhe —, o time carrega mais de um século de lutas, glórias e uma teimosia que só quem nasce no Nordeste entende. O mascote, um jacaré (sim, um Cavernão é um jacaré, e não, não é piada), representa bem o espírito do clube: feio, mas brabo. Um bicho que não corre, não voa, mas quando morde, não solta.
A trajetória do Atlético-PI nos rankings nacionais é um romance de altibaixos. Nos anos 80 e 90, o time flertou com o topo da segunda divisão, chegando a um surpreendente 12º lugar em 1994 — sim, o Cavernão já foi top 15 do Brasil, e quem duvida que ele pode voltar? Mas, como todo bom nordestino, o Atlético-PI sabe o que é lutar contra a seca dos recursos e a enxurrada dos gigantes. Nos anos 2000, o clube oscila entre o anonimato e os lampejos de grandeza, como o 22º lugar em 2011 e o 27º em 2013, provando que, mesmo longe dos holofotes, o futebol piauiense não se curva.
Mas o que faz o Atlético-PI ser tão especial não são os números. É a maneira como o clube se agarra à sua identidade. Em Teresina, onde o calor é de derreter asfalto e a paixão pelo futebol é tão intensa quanto o sol, o Cavernão é mais do que um time: é um símbolo de resistência. O estádio Albertão — que já foi palcos de épicos regionais — não é o Maracanã, mas é a casa onde o Nordeste se faz ouvir. E a torcida? Não é numerosa, mas é das mais barulhentas. Aqueles que, mesmo quando o time está na Série D, lotam as arquibancadas como se fosse uma final de Libertadores.
Nos últimos anos, o Atlético-PI tem sido aquele clube que teima em não desaparecer. Mesmo com rankings que oscilaram entre o 60º e o 100º lugar, o Cavernão segue mordendo as canelas dos grandes e formando jogadores que, muitas vezes, acabam brilhando em times maiores. Porque no Atlético-PI, não se forma só atleta, se forma caráter.
E se você um dia passar por Teresina, não se surpreenda ao ver um torcedor do Cavernão, de camisa verde e amarela desbotada pelo sol, contando histórias de glórias passadas como se fossem de ontem. Não é nostalgia. É uma promessa: o Atlético Piauiense pode até não ser o mais rico, o mais famoso ou o mais vitorioso, mas é daquele tipo que, quando menos se espera, dá o bote. E, no Nordeste, quem subestima o jacaré, leva a mordida.
Principal - Camisa e short verdes

Secundário - Camisa amarela e short verde

Goleiro - camisa e short azuis
Segunda de goleiro - camisa e short rosa claro