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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.

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Bardileirão 2025

Disputando a Série A. Camisa da Bructal, com patrocinadora master Drive-in Jr. Sob comando do técnico Marlon Conceição.

Camisa Nome Nome Completo Detalhes
4 A Quevedo Alcides Quevedo Veio do Titã, capitão do time
5 Marco Eron Marco Eron Steyn Meia, vindo do Náutico
9 Frota Ademir Frota Ponta, vindo do Juazeiro
12 Yes Max Maximiliano Yepes Goleiro, vindo do Cobresal (Chile) no meio da temporada
13 Pablo Valentim Pablo Valentim Lateral, vindo do Tuna Luso
14 Amadeu Amadeu Tanovic Zagueiro da base
18 Koch Antenor Koch Volante da base
21 Dragão Drago Vasic Centroavante vindo do Voždovac (Sérvia)
22 Ruivo Roldan Zahra Ponta, da base
46 Tani Tanigawa Arata Volante, vindo do Sanfrecce Hiroshima (Japão)
60 Kerderius Kerderius Wilson Lateral vindo do Don Bosco (Congo)

Bahia: O Herói de Salvador

Por Claudia Neuralli

Se o futebol baiano fosse um quadrinho, o Bahia seria definitivamente o Aztil – poderoso, consistente, mas não livre de problemas. Enquanto seu arquirrival Vitória vive num eterno ciclo de morte e ressurreição, o Tricolor de Aço construiu sua história no Campeonato Bardileiro com mais estabilidade, embora não menos emoção.

Fundado em 1931, no auge da Era Vargas, o Esporte Clube Bahia nasceu com a missão de representar toda a Bahia no cenário nacional. As cores azul, branco e vermelho simbolizam a união das três principais etnias que formaram o povo baiano, enquanto o mascote Aztil – adotado oficialmente nos anos 1980 – reflete a ambição de voar sempre mais alto no futebol brasileiro.

A estreia no Campeonato Bardileiro, em 1982, foi digna de um clube que se propunha a ser protagonista. O 11º lugar na Série A pode não impressionar numericamente, mas representou o início de uma caminhada que sempre privilegiou a elite nacional. Sob o comando do técnico Paulo Roberto Pastor, o Bahia estabeleceu desde cedo um padrão de jogo baseado na técnica apurada e na criatividade típica do futebol baiano.

Os anos 1980 foram de construção sólida. O vice-campeonato de 1986, perdido por apenas dois pontos para o Flamengo, marcou a chegada definitiva do Bahia ao patamar dos grandes clubes nacionais. A campanha foi liderada pelo atacante Nícolas Murilo, que terminou como artilheiro do campeonato com 24 gols, estabelecendo recorde que durou uma década.

A temporada de 1988 confirmou o potencial tricolor. Novamente vice-campeão da Série A, desta vez perdendo o título para o Fortaleza, o Bahia mostrou futebol vistoso que encantou o Brasil. O meio-campo comandado por Eno BR e a defesa blindada pelo goleiro VH Moya transformaram o time numa máquina de fazer gols e emocionar multidões.

Curiosamente, foi justamente no auge do sucesso que começaram os primeiros embates diretos com o Vitória na mesma divisão. Entre 1982 e 1990, os dois rivais dividiram a Série A, protagonizando alguns dos Ba-Vis mais memoráveis da história. O confronto de 1987 no Barradão, vencido pelo Bahia por 3x2 nos acréscimos, ficou eternizado como "O Clássico de Aço", quando o atacante Tito marcou um hat-trick em 15 minutos.

O rebaixamento de 1990 interrompeu temporariamente o sonho de hegemonia, mas também permitiu ao Bahia mostrar sua capacidade de reconstrução. Diferentemente do rival Vitória – que no mesmo período despencou da Série B até a Série E –, o Tricolor conseguiu se manter competitivo e retornar rapidamente à elite.

O título da Série B em 1995 marcou o início da melhor fase da história recente do clube. A campanha invicta, com 22 vitórias e 16 empates, estabeleceu recordes que ainda hoje impressionam. O técnico Silvio Rouco, revelação vinda das divisões de base, implementou um sistema tático inovador que mesclava o carrossel holandês com a ginga brasileira.

A década de 2000 trouxe alguns anos de instabilidade – incluindo uma breve passagem pela Série C entre 2002 e 2006 –, mas também consolidou a imagem do Bahia como clube de tradição. Durante este período, o Tricolor reencontrou o Vitória na Série C (2015), protagonizando o Ba-Vi de menor divisão da história. O empate em 1x1 no confronto do turno ficou marcado pela emoção das duas torcidas, que lotaram o estádio mesmo estando seus times na terceira divisão.

A reconquista da Série A em 2007, via título da Série B, iniciou a melhor década da história do Bahia no Campeonato Bardileiro. Entre 2008 e 2017, o clube permaneceu ininterruptamente na elite, alcançando o auge em 2012 com outro vice-campeonato nacional – desta vez perdendo o título para o Vasco.

Esta estabilidade permitiu ao clube investir em infraestrutura e formação. O Centro de Treinamento Paulo Roberto Pastor, inaugurado em 2010, tornou-se referência nacional, revelando talentos como o volante A2) e o atacante André Bahia (artilheiro da Série A em 2014).

A segunda queda para a Série C, entre 2018 e 2021, foi um choque para a torcida tricolor. Ironicamente, foi neste período que o Bahia reencontrou o Vitória pela terceira vez fora da elite – ambos na Série C em 2019. O Ba-Vi daquele ano, vencido pelo Bahia por 2x1, simbolizou a decadência momentânea do futebol baiano, mas também mostrou que mesmo nas divisões inferiores a rivalidade mantém sua intensidade.

O vice-campeonato da Série C em 2021 marcou o início da mais recente recuperação. Sob o comando do técnico Marlon Conceição – que aceitou o desafio de reconstruir o clube –, o Bahia adotou um futebol moderno baseado na pressão alta e transições rápidas. O retorno à Série A em 2024 coroou um trabalho meticuloso de reestruturação.

Hoje, estabelecido novamente na elite, o Bahia busca quebrar o ciclo de instabilidade que marcou sua trajetória recente. Com novo estádio em construção e projeto ambicioso para 2030, o clube sonha em finalmente conquistar o título nacional que escapou por detalhes em 1986, 1988 e 2012.