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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série A. Camisa da Bructal, com patrocinadora master Drive-in Jr. Sob comando do técnico Marlon Conceição.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 4 | A Quevedo | Alcides Quevedo | Veio do Titã, capitão do time |
| 5 | Marco Eron | Marco Eron Steyn | Meia, vindo do Náutico |
| 9 | Frota | Ademir Frota | Ponta, vindo do Juazeiro |
| 12 | Yes Max | Maximiliano Yepes | Goleiro, vindo do Cobresal (Chile) no meio da temporada |
| 13 | Pablo Valentim | Pablo Valentim | Lateral, vindo do Tuna Luso |
| 14 | Amadeu | Amadeu Tanovic | Zagueiro da base |
| 18 | Koch | Antenor Koch | Volante da base |
| 21 | Dragão | Drago Vasic | Centroavante vindo do Voždovac (Sérvia) |
| 22 | Ruivo | Roldan Zahra | Ponta, da base |
| 46 | Tani | Tanigawa Arata | Volante, vindo do Sanfrecce Hiroshima (Japão) |
| 60 | Kerderius | Kerderius Wilson | Lateral vindo do Don Bosco (Congo) |
Por Claudia Neuralli
Se o futebol baiano fosse um quadrinho, o Bahia seria definitivamente o Aztil – poderoso, consistente, mas não livre de problemas. Enquanto seu arquirrival Vitória vive num eterno ciclo de morte e ressurreição, o Tricolor de Aço construiu sua história no Campeonato Bardileiro com mais estabilidade, embora não menos emoção.
Fundado em 1931, no auge da Era Vargas, o Esporte Clube Bahia nasceu com a missão de representar toda a Bahia no cenário nacional. As cores azul, branco e vermelho simbolizam a união das três principais etnias que formaram o povo baiano, enquanto o mascote Aztil – adotado oficialmente nos anos 1980 – reflete a ambição de voar sempre mais alto no futebol brasileiro.
A estreia no Campeonato Bardileiro, em 1982, foi digna de um clube que se propunha a ser protagonista. O 11º lugar na Série A pode não impressionar numericamente, mas representou o início de uma caminhada que sempre privilegiou a elite nacional. Sob o comando do técnico Paulo Roberto Pastor, o Bahia estabeleceu desde cedo um padrão de jogo baseado na técnica apurada e na criatividade típica do futebol baiano.
Os anos 1980 foram de construção sólida. O vice-campeonato de 1986, perdido por apenas dois pontos para o Flamengo, marcou a chegada definitiva do Bahia ao patamar dos grandes clubes nacionais. A campanha foi liderada pelo atacante Nícolas Murilo, que terminou como artilheiro do campeonato com 24 gols, estabelecendo recorde que durou uma década.
A temporada de 1988 confirmou o potencial tricolor. Novamente vice-campeão da Série A, desta vez perdendo o título para o Fortaleza, o Bahia mostrou futebol vistoso que encantou o Brasil. O meio-campo comandado por Eno BR e a defesa blindada pelo goleiro VH Moya transformaram o time numa máquina de fazer gols e emocionar multidões.
Curiosamente, foi justamente no auge do sucesso que começaram os primeiros embates diretos com o Vitória na mesma divisão. Entre 1982 e 1990, os dois rivais dividiram a Série A, protagonizando alguns dos Ba-Vis mais memoráveis da história. O confronto de 1987 no Barradão, vencido pelo Bahia por 3x2 nos acréscimos, ficou eternizado como "O Clássico de Aço", quando o atacante Tito marcou um hat-trick em 15 minutos.
O rebaixamento de 1990 interrompeu temporariamente o sonho de hegemonia, mas também permitiu ao Bahia mostrar sua capacidade de reconstrução. Diferentemente do rival Vitória – que no mesmo período despencou da Série B até a Série E –, o Tricolor conseguiu se manter competitivo e retornar rapidamente à elite.
O título da Série B em 1995 marcou o início da melhor fase da história recente do clube. A campanha invicta, com 22 vitórias e 16 empates, estabeleceu recordes que ainda hoje impressionam. O técnico Silvio Rouco, revelação vinda das divisões de base, implementou um sistema tático inovador que mesclava o carrossel holandês com a ginga brasileira.
A década de 2000 trouxe alguns anos de instabilidade – incluindo uma breve passagem pela Série C entre 2002 e 2006 –, mas também consolidou a imagem do Bahia como clube de tradição. Durante este período, o Tricolor reencontrou o Vitória na Série C (2015), protagonizando o Ba-Vi de menor divisão da história. O empate em 1x1 no confronto do turno ficou marcado pela emoção das duas torcidas, que lotaram o estádio mesmo estando seus times na terceira divisão.
A reconquista da Série A em 2007, via título da Série B, iniciou a melhor década da história do Bahia no Campeonato Bardileiro. Entre 2008 e 2017, o clube permaneceu ininterruptamente na elite, alcançando o auge em 2012 com outro vice-campeonato nacional – desta vez perdendo o título para o Vasco.
Esta estabilidade permitiu ao clube investir em infraestrutura e formação. O Centro de Treinamento Paulo Roberto Pastor, inaugurado em 2010, tornou-se referência nacional, revelando talentos como o volante A2) e o atacante André Bahia (artilheiro da Série A em 2014).
A segunda queda para a Série C, entre 2018 e 2021, foi um choque para a torcida tricolor. Ironicamente, foi neste período que o Bahia reencontrou o Vitória pela terceira vez fora da elite – ambos na Série C em 2019. O Ba-Vi daquele ano, vencido pelo Bahia por 2x1, simbolizou a decadência momentânea do futebol baiano, mas também mostrou que mesmo nas divisões inferiores a rivalidade mantém sua intensidade.
O vice-campeonato da Série C em 2021 marcou o início da mais recente recuperação. Sob o comando do técnico Marlon Conceição – que aceitou o desafio de reconstruir o clube –, o Bahia adotou um futebol moderno baseado na pressão alta e transições rápidas. O retorno à Série A em 2024 coroou um trabalho meticuloso de reestruturação.
Hoje, estabelecido novamente na elite, o Bahia busca quebrar o ciclo de instabilidade que marcou sua trajetória recente. Com novo estádio em construção e projeto ambicioso para 2030, o clube sonha em finalmente conquistar o título nacional que escapou por detalhes em 1986, 1988 e 2012.