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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série B. Camisa da Tapyta, com patrocinadora master Continue?. Sob comando de Bartolomeu Ximenes.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 1 | Victor Hugo | Victor Hugo Mendes | Goleiro, da base |
| 2 | FAB | José Fabrício | Ponta, vindo do Real Brasília |
| 3 | Roger Caubói | Roger Santos | Zagueiro, vindo do Pouso Alegre |
| 6 | Kirill | Kirill Garcia | Volante, da base |
| 7 | Alves | Alessandro Alves | Ponta, vindo do Vitória |
| 9 | Portão | Murilo Novaes | Lateral, vindo da Ponte Preta |
| 10 | Élio Félix | Élio Félix | Centroavante, vindo da Ponte Preta |
| 11 | Luca Moya | Luca Moya | Ponta, vindo do Victoria (Honduras) |
| 12 | Lucas de Bengala | Lucas Augusto Queiroz | Goleiro, da base |
| 15 | Elton Barros | Elton Barros | Zagueiro, vindo do Rio Negro-RR |
| 16 | Oscar | Oscar Gómez | Lateral, da base |
| 17 | Lívio Magalhães | Lívio Magalhães | Volante, vindo do Avaí |
| 18 | Ramiro Goldán | Ramiro Goldán | Volante, vindo do Pérez Zeledón (Costa Rica) |
| 19 | Ulises Rivera | Ulises Rivera | Meia ofensivo, vindo do Liverpool (Uruguai) |
| 23 | Israel | Eduardo Israel | Goleiro, vindo do Ouro Grená |
| 28 | João Mala | João Amauri | Volante, vindo do Bahia |
| 32 | Fluca | Fábio Lucas Ramos | Centroavante, vindo do Ferroviária |
| 33 | Classudo | Marilio Koch | Ponta, vindo do Ação-MT |
| 71 | WP | Wieslaw Plichta | Lateral, vindo do Cracovia (Polônia) |
| 73 | Erik | Erik Tikhonovich | Lateral, vindo do Rubin (Rússia) |
Luminara Souza
Quando o sol se põe sobre as ruas de João Pessoa, o eco dos passos dos torcedores ainda reverbera nos corredores do Estádio Almirante Tamandaré. É ali que o Botafogo da Paraíba, fundado em 1931, escreve, a cada temporada, capítulos que lembram mais um épico literário do que um simples calendário esportivo. Em quase quatro décadas de existência no Campeonato Bardileiro, o clube tem vivido uma saga de ascensões fulgurantes, quedas dolorosas e ressurgimentos.
A primeira aparição do Botafogo‑PB no registro oficial do Bardileiro surge em 1982, ocupando a 49ª posição geral – a 9ª na Série C. Um começo tímido, mas já carregado de esperança. No ano seguinte, a equipe rompe a barreira da zona de acesso, subindo para a Série B ao terminar 3ª da sua divisão. Essa breve explosão de energia parece prenunciar um futuro promissor, porém a realidade logo mostraria que o caminho da elite não seria linear.
Entre 1984 e 1987, o Botafogo balança entre a Série B e a Série C, culminando em um rebaixamento em 1987 (posição 18 da Série B). A queda, porém, não apaga a chama. Em 1990, o clube volta a subir, alcançando a 4ª posição da Série C e garantindo passagem para a Série B novamente. Esse ciclo de subidas e descidas marca a primeira década como um verdadeiro “drible” entre esperança e frustração.
Os anos 1990 foram, para o Botafogo, um período de permanência morosa na Série B, com rankings que os mantiveram sempre na metade inferior da tabela. Em 1998, a equipe sucumbe ao temido “rebaixamento” ao terminar 17ª da Série B, despencando para a Série C. Dois anos depois, a situação agrava: a 58ª posição geral (18ª da Série C) sela outro descenso, desta vez para a Série D.
A virada inesperada ocorre em 2004, quando o Botafogo conquista a 3ª posição da Série D, garantindo promoção imediata para a Série C. No ano seguinte, a 3ª posição da Série C abre caminho para a tão sonhada Série B. Em 2006, o clube chega a 2º lugar da Série B – o primeiro “vice‑campeonato” da sua história – e, finalmente, em 2007, assegura o acesso à elite ao terminar 4ª da Série A. Foi, sem dúvida, o ápice de uma década marcada por altos e baixos, um verdadeiro “gol de placa” que fez a torcida vibrar como nunca.
A permanência na Série A, porém, revelou-se efêmera. Em 2009, o Botafogo‑PB termina último (20ª) e sofre o primeiro rebaixamento da elite. A sequência de descidas continua: 2010 (19ª da Série B) e 2011 (18ª da Série C) confirmam a queda em cascata até a Série E. Ainda assim, o clube demonstra resiliência. Em 2015, ao conquistar a 1ª posição da Série E (rank 81), ergue o troféu de “Campeão” da quinta divisão, devolvendo à torcida um motivo de orgulho e esperança. Renascimento recente (2016‑2024)
A partir de 2016, o Botafogo‑PB estabiliza-se na Série D, alternando entre posições medianas. O ponto de inflexão surge em 2021, quando o time encerra a temporada como campeão da Série C (rank 41). Essa vitória não apenas devolve ao clube o acesso à Série B, mas também simboliza a capacidade de se reinventar após anos de adversidade. Desde então, a equipe tem mantido posições seguras (5ª‑7ª da Série B), indicando que o “drible” mais difícil – o da constância – está sendo executado com maestria.
Para Luminara, o Botafogo‑PB representa mais que estatísticas; encarna a essência do Bardileiro: um palco onde a paixão, a estratégia e a narrativa se entrelaçam. Cada promoção, cada rebaixamento, cada título de divisão é um verso de um poema coletivo escrito pelos jogadores, técnicos e, sobretudo, pelos torcedores que cantam “Xerife” nas arquibancadas. Se a história até aqui nos ensinou algo, é que a trajetória do Botafogo‑PB ainda tem muitos capítulos por revelar – talvez um dia, quem sabe, o “Campeão Bardileiro” esteja escrito ao lado do nome do clube, como um epílogo glorioso de uma saga que começou em 1931 e continua a encantar gerações.