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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.

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Bardileirão 2025

Disputando a Série B. Camisa da Tapyta, com patrocinadora master Continue?. Sob comando de Bartolomeu Ximenes.

Camisa Nome Nome Completo Detalhes
1 Victor Hugo Victor Hugo Mendes Goleiro, da base
2 FAB José Fabrício Ponta, vindo do Real Brasília
3 Roger Caubói Roger Santos Zagueiro, vindo do Pouso Alegre
6 Kirill Kirill Garcia Volante, da base
7 Alves Alessandro Alves Ponta, vindo do Vitória
9 Portão Murilo Novaes Lateral, vindo da Ponte Preta
10 Élio Félix Élio Félix Centroavante, vindo da Ponte Preta
11 Luca Moya Luca Moya Ponta, vindo do Victoria (Honduras)
12 Lucas de Bengala Lucas Augusto Queiroz Goleiro, da base
15 Elton Barros Elton Barros Zagueiro, vindo do Rio Negro-RR
16 Oscar Oscar Gómez Lateral, da base
17 Lívio Magalhães Lívio Magalhães Volante, vindo do Avaí
18 Ramiro Goldán Ramiro Goldán Volante, vindo do Pérez Zeledón (Costa Rica)
19 Ulises Rivera Ulises Rivera Meia ofensivo, vindo do Liverpool (Uruguai)
23 Israel Eduardo Israel Goleiro, vindo do Ouro Grená
28 João Mala João Amauri Volante, vindo do Bahia
32 Fluca Fábio Lucas Ramos Centroavante, vindo do Ferroviária
33 Classudo Marilio Koch Ponta, vindo do Ação-MT
71 WP Wieslaw Plichta Lateral, vindo do Cracovia (Polônia)
73 Erik Erik Tikhonovich Lateral, vindo do Rubin (Rússia)

Botafogo‑PB – Um Romance de Altos e Baixos no Bardileiro

Luminara Souza

Quando o sol se põe sobre as ruas de João Pessoa, o eco dos passos dos torcedores ainda reverbera nos corredores do Estádio Almirante Tamandaré. É ali que o Botafogo da Paraíba, fundado em 1931, escreve, a cada temporada, capítulos que lembram mais um épico literário do que um simples calendário esportivo. Em quase quatro décadas de existência no Campeonato Bardileiro, o clube tem vivido uma saga de ascensões fulgurantes, quedas dolorosas e ressurgimentos.

O início de uma jornada turbulenta (1982‑1990)

A primeira aparição do Botafogo‑PB no registro oficial do Bardileiro surge em 1982, ocupando a 49ª posição geral – a 9ª na Série C. Um começo tímido, mas já carregado de esperança. No ano seguinte, a equipe rompe a barreira da zona de acesso, subindo para a Série B ao terminar 3ª da sua divisão. Essa breve explosão de energia parece prenunciar um futuro promissor, porém a realidade logo mostraria que o caminho da elite não seria linear.

Entre 1984 e 1987, o Botafogo balança entre a Série B e a Série C, culminando em um rebaixamento em 1987 (posição 18 da Série B). A queda, porém, não apaga a chama. Em 1990, o clube volta a subir, alcançando a 4ª posição da Série C e garantindo passagem para a Série B novamente. Esse ciclo de subidas e descidas marca a primeira década como um verdadeiro “drible” entre esperança e frustração.

A era da instabilidade (1991‑2005)

Os anos 1990 foram, para o Botafogo, um período de permanência morosa na Série B, com rankings que os mantiveram sempre na metade inferior da tabela. Em 1998, a equipe sucumbe ao temido “rebaixamento” ao terminar 17ª da Série B, despencando para a Série C. Dois anos depois, a situação agrava: a 58ª posição geral (18ª da Série C) sela outro descenso, desta vez para a Série D.

A virada inesperada ocorre em 2004, quando o Botafogo conquista a 3ª posição da Série D, garantindo promoção imediata para a Série C. No ano seguinte, a 3ª posição da Série C abre caminho para a tão sonhada Série B. Em 2006, o clube chega a 2º lugar da Série B – o primeiro “vice‑campeonato” da sua história – e, finalmente, em 2007, assegura o acesso à elite ao terminar 4ª da Série A. Foi, sem dúvida, o ápice de uma década marcada por altos e baixos, um verdadeiro “gol de placa” que fez a torcida vibrar como nunca.

O auge e a queda (2008‑2015)

A permanência na Série A, porém, revelou-se efêmera. Em 2009, o Botafogo‑PB termina último (20ª) e sofre o primeiro rebaixamento da elite. A sequência de descidas continua: 2010 (19ª da Série B) e 2011 (18ª da Série C) confirmam a queda em cascata até a Série E. Ainda assim, o clube demonstra resiliência. Em 2015, ao conquistar a 1ª posição da Série E (rank 81), ergue o troféu de “Campeão” da quinta divisão, devolvendo à torcida um motivo de orgulho e esperança. Renascimento recente (2016‑2024)

A partir de 2016, o Botafogo‑PB estabiliza-se na Série D, alternando entre posições medianas. O ponto de inflexão surge em 2021, quando o time encerra a temporada como campeão da Série C (rank 41). Essa vitória não apenas devolve ao clube o acesso à Série B, mas também simboliza a capacidade de se reinventar após anos de adversidade. Desde então, a equipe tem mantido posições seguras (5ª‑7ª da Série B), indicando que o “drible” mais difícil – o da constância – está sendo executado com maestria.

O que o futuro reserva?

Para Luminara, o Botafogo‑PB representa mais que estatísticas; encarna a essência do Bardileiro: um palco onde a paixão, a estratégia e a narrativa se entrelaçam. Cada promoção, cada rebaixamento, cada título de divisão é um verso de um poema coletivo escrito pelos jogadores, técnicos e, sobretudo, pelos torcedores que cantam “Xerife” nas arquibancadas. Se a história até aqui nos ensinou algo, é que a trajetória do Botafogo‑PB ainda tem muitos capítulos por revelar – talvez um dia, quem sabe, o “Campeão Bardileiro” esteja escrito ao lado do nome do clube, como um epílogo glorioso de uma saga que começou em 1931 e continua a encantar gerações.

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