Bardileirão 2025

Disputa a Série E. Camisa da Hildr. Patrocinadora master Ases Soft. Sob comando do técnico Rodney Pacheco.

Camisa Nome Nome Completo Detalhes
2 Mariani Dorival Mariani Lateral da base
3 Maurício Maurício Nakamura Goleiro da base
4 Batista Batista Durães Zagueiro, vindo do Remo
6 Tasso Tasso Cordeiro Volante da base
7 RC Radamés Coutinho Volante, vindo do Guarani-AL
8 Iceberg Ademar Sánchez Meia armador, vindo do Cianorte
9 Evanildo Rosa Evanildo Rosa Ponta da base
10 CDV Curcio De la Villa Centroavante vindo do Audax Italiano (Chile)
11 Clima Juca Lima Ponta da base
12 Matheus Henrique Matheus Henrique Assis Goleiro da base
13 Marlon Marlon Castro Lateral vindo do Taubaté
15 Victor Fatal Victor Lucas Barreto Zagueiro vindo do Londrina
17 Gil Gil Molina Volante, vindo do Botafogo
25 Beto Bolacha Carlos Roberto Sergipano Zagueiro vindo do Remo
27 Edu Gabriel Eduardo Gabriel Henrique Lateral vindo do ABC
29 AB Adauto Bicalho Volante vindo do Londrina
31 Nishimura Robson Nishimura Ponta da base
41 Denzel Denzel Barros Meia armador, da base

Cafezais: A Utopia do Futebol em Campos

Por J. Dee Sique

Há clubes que nascem do asfalto, do concreto, da vaidade urbana. O Cafezais, não. Surgiu em 1981 nos barracões de uma cooperativa de cafeicultores em Campos dos Goytacazes, no Espírito Santo. Seus fundadores — pequenos agricultores, muitos de origem italiana — não queriam apenas um time. Queriam um símbolo de autonomia, um experimento social com chuteiras.

A filosofia era simples: todos decidem. Técnico? Eleito. Escalação? Votada. Contratações? Aprovadas em assembleia. Nos anos 1980, enquanto o Brasil saía da ditadura, o Cafezais praticava uma democracia radical em campo. O técnico Alex Brandão, ex-marinheiro convertido ao cooperativismo, dizia: “Aqui, ninguém é amarração de rede. Todos tecem.”

A equipe que conquistou o tetra bardileiro (1990–1993) era fruto puro desse modelo. Isidro Burguês, filho de colonos, inventou passes que pareciam colheita coletiva. O goleiro Jajá, com suas luvas de couro de café, defendia como quem protege a plantação da geada. Eram tempos de ouro — e de estranhamento. A imprensa carioca os chamava de “os comunistas do café”; a de São Paulo, de “os amadores profissionais”.

Mas o sonho não sobreviveu à profissionalização do futebol bardileiro. Em 1995, pressionado por dívidas e pela concorrência de clubes-empresa, o Cafezais abriu o capital simbólico: aceitou um investidor externo, o empresário Steven Piccoli. Foi quando a direção mudou e o voto perdeu força, sendo desmontado peça por peça.

Em 2000, o clube já era mais um. Caindo para a Série B, depois C, depois D. O último vestígio da utopia sumiu em 2010, quando o estádio da Colina — outrora palco de assembleias — foi vendido para um grupo de agronegócio.

Hoje, o Cafezais joga na Série E, quase anônimo. Mas sua história permanece como a mais bela prova de que, no futebol, já se tentou de tudo — até plantar democracia.

Período Pessoa Papel
1981 Alex Brandão técnico
1990-1993 Isidro "Burguês" da Conceição meia ofensivo
1990-1993 Jarbas "Jajá" Garcia goleiro
1995 Steven Piccoli empresário

Uniforme

Primeiro - camisa verde menta e short castanho claro

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Segundo - camisa e short cinza escuro

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Goleiro - camisa e short café

Segunda de goleiro - camisa branca e short verde