Disputa a Série E. Camisa da Hildr. Patrocinadora master Ases Soft. Sob comando do técnico Rodney Pacheco.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 2 | Mariani | Dorival Mariani | Lateral da base |
| 3 | Maurício | Maurício Nakamura | Goleiro da base |
| 4 | Batista | Batista Durães | Zagueiro, vindo do Remo |
| 6 | Tasso | Tasso Cordeiro | Volante da base |
| 7 | RC | Radamés Coutinho | Volante, vindo do Guarani-AL |
| 8 | Iceberg | Ademar Sánchez | Meia armador, vindo do Cianorte |
| 9 | Evanildo Rosa | Evanildo Rosa | Ponta da base |
| 10 | CDV | Curcio De la Villa | Centroavante vindo do Audax Italiano (Chile) |
| 11 | Clima | Juca Lima | Ponta da base |
| 12 | Matheus Henrique | Matheus Henrique Assis | Goleiro da base |
| 13 | Marlon | Marlon Castro | Lateral vindo do Taubaté |
| 15 | Victor Fatal | Victor Lucas Barreto | Zagueiro vindo do Londrina |
| 17 | Gil | Gil Molina | Volante, vindo do Botafogo |
| 25 | Beto Bolacha | Carlos Roberto Sergipano | Zagueiro vindo do Remo |
| 27 | Edu Gabriel | Eduardo Gabriel Henrique | Lateral vindo do ABC |
| 29 | AB | Adauto Bicalho | Volante vindo do Londrina |
| 31 | Nishimura | Robson Nishimura | Ponta da base |
| 41 | Denzel | Denzel Barros | Meia armador, da base |
Por J. Dee Sique
Há clubes que nascem do asfalto, do concreto, da vaidade urbana. O Cafezais, não. Surgiu em 1981 nos barracões de uma cooperativa de cafeicultores em Campos dos Goytacazes, no Espírito Santo. Seus fundadores — pequenos agricultores, muitos de origem italiana — não queriam apenas um time. Queriam um símbolo de autonomia, um experimento social com chuteiras.
A filosofia era simples: todos decidem. Técnico? Eleito. Escalação? Votada. Contratações? Aprovadas em assembleia. Nos anos 1980, enquanto o Brasil saía da ditadura, o Cafezais praticava uma democracia radical em campo. O técnico Alex Brandão, ex-marinheiro convertido ao cooperativismo, dizia: “Aqui, ninguém é amarração de rede. Todos tecem.”
A equipe que conquistou o tetra bardileiro (1990–1993) era fruto puro desse modelo. Isidro Burguês, filho de colonos, inventou passes que pareciam colheita coletiva. O goleiro Jajá, com suas luvas de couro de café, defendia como quem protege a plantação da geada. Eram tempos de ouro — e de estranhamento. A imprensa carioca os chamava de “os comunistas do café”; a de São Paulo, de “os amadores profissionais”.
Mas o sonho não sobreviveu à profissionalização do futebol bardileiro. Em 1995, pressionado por dívidas e pela concorrência de clubes-empresa, o Cafezais abriu o capital simbólico: aceitou um investidor externo, o empresário Steven Piccoli. Foi quando a direção mudou e o voto perdeu força, sendo desmontado peça por peça.
Em 2000, o clube já era mais um. Caindo para a Série B, depois C, depois D. O último vestígio da utopia sumiu em 2010, quando o estádio da Colina — outrora palco de assembleias — foi vendido para um grupo de agronegócio.
Hoje, o Cafezais joga na Série E, quase anônimo. Mas sua história permanece como a mais bela prova de que, no futebol, já se tentou de tudo — até plantar democracia.
| Período | Pessoa | Papel |
|---|---|---|
| 1981 | Alex Brandão | técnico |
| 1990-1993 | Isidro "Burguês" da Conceição | meia ofensivo |
| 1990-1993 | Jarbas "Jajá" Garcia | goleiro |
| 1995 | Steven Piccoli | empresário |
Primeiro - camisa verde menta e short castanho claro

Segundo - camisa e short cinza escuro

Goleiro - camisa e short café
Segunda de goleiro - camisa branca e short verde