Disputa a Série C. Camisa da Aeroscope. Patrocinadora master Hasteroid.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 1 | Marcos Chef | Marcos Andrade | Goleiro vindo do Tuna Luso |
| 3 | Beton | Kadaris Roberts | Vem do liberiano Barrack |
| 8 | Macro | Ari Vivaldi | Meia, da base |
| 9 | Dami Alien | Damião Leal | Artilheiro da base |
| 10 | Bash | Bash Missene | Vem do Canon, Camarões |
| 11 | Miguel | Miguel Cruz | Volante da base |
| 12 | Bebeto Lacerda | Bebeto Lacerda | Goleiro, vindo do FATO |
| 15 | Chicote | Augustin Chicote | Zagueiro, jogava no Racing Club |
| 16 | Leite | Sergio Leite | Lateral vindo do Coritiba |
| 17 | Daniel | Daniel Vinícius | Meia, veio do Rio Negro-RR |
| 19 | Quinto | Caio Beltrão | Meia, vindo do Ypiranga-RS |
| 20 | Simba | Sinésio Baya | Ponta, vindo do Goiás |
| 21 | Guerra | Daniel Guerra | Atacante da base |
| 22 | MH Grossi | Marlo Henrique Grossi | Ponta, vindo do Pouso Alegre |
| 29 | André | André Leal | Meia da base |
| 33 | Márcio Cricatis | Márcio Cricatis | Ponta, vindo do Cricatis |
Por J. Dee Sique
Se o Campeonato Bardileiro fosse um céu noturno, o Canis do Oiapoque seria Sírius — a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior, que pisca entre luz e sombra com a intensidade de um destino escrito nas estrelas. Fundado em 1981 sob o signo canino (a mesma constelação que abriga a estrela que representa o Amapá na bandeira nacional), o time carrega uma identidade cósmica e uma trajetória tão dramática quanto as mitologias que inspiraram seu nome.
Em 1987, sob o comando do técnico Orion (lenda regional que batizou táticas com nomes de estrelas), o Canis rugiu na Série D: campeão invicto com o artilheiro Rock (22 gols), um atacante rápido como um meteoro. O acesso à Série A em 1991 — após dois vice-campeonatos (B em 1990, C em 1988) — foi celebrado com uma camisa especial bordada com a constelação. Na elite, o time brilhou: 5º lugar em 1993 e 1994, com o goleiro Procyon, eleito o melhor do Bardileirão.
A queda começou em 1998, com um rebaixamento da Série A atribuído a um "inferno astral" — o clube dispensou o astrólogo da comissão técnica para contratar um preparador físico "moderno". Em 2005, o Canis voltou à Série E, onde passou 11 anos sem ver a luz. Torcedores ironizavam: "Nosso mascote é o Major, mas viramos um vira-lata".
A virada veio com a contratação do técnico Teobaldo. Em 2022, o Canis subiu da Série E após 19 anos, e em 2024 está na Série C — com uma nova geração de "filhotes estelares", como o meia Canopus (18 anos, revelado nas categorias de base).
Para Refletir: Se o futebol é um universo, o Canis é a prova de que até as estrelas mais brilhantes enfrentam nebulosas. Mas, como dizem em Oiapoque: "Cão que late para estrela não morre afogado no rio".