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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série E. Camisa da Aeroscope, com patrocinadora master Songenberg.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 1 | João José | João José Mansur | Veio do Boa Esporte |
| 3 | Lucas Yoshida | Lucas Yoshida | Veio do Floresta |
| 5 | Bruno Vinicius | Bruno Vinicius Loyd | Veio do Boa Esporte |
| 6 | Thiago Sorriso | Thiago Sobrinho | Veio do Outonal |
| 13 | Alex Zoin | Alex Morales | Lateral, vindo do Interporto |
| 15 | Ceilândia | Saul Bueno | Zagueiro da base |
| 20 | Morel | Francisco Morel | Ponta, veio do Santos |
| 36 | Coutinho | Josué Couto | Centroavante, vindo do Retrô |
Por J. Dee Sique
Há times que nascem com a missão de representar não apenas uma cidade, mas uma ideia. Fundado em 1973 no coração do Distrito Federal, o Cresspom carrega em seu DNA a grandiosidade de Brasília — e nas listras amarelas e pretas de seu manto, a ferocidade solta da onça pintada, seu mascote. Sua história no Bardileirão, no entanto, é a crônica de um clube de duas almas: uma, ambiciosa e destemida, que chegou a brigar na Série B por seis temporadas; outra, sonolenta e acomodada, que hoje vagueia pela Série D sem o mesmo ímpeto de outrora.
A década de 1990 foi a era de ouro da Onça. Após uma ascensão meteória no início dos anos 80 — que incluiu um acesso da Série E à C em apenas três temporadas —, o Cresspom viveu seu auge entre 1994 e 1995. Quem não se lembra do time de Édison Rosa no comando técnico e do atacante Stefan Palha, artilheiro do vice-campeonato da Série C em 1994? Foi esse mesmo time que, em 1995, alcançou a Série B e manteve-se na divisão de acesso por oito anos consecutivos, com campanhas sólidas e uma identidade defensiva que rendia elogios até dos mais críticos.
Mas o futebol é feito de ciclos. Em 2003, veio o rebaixamento. E nos anos seguintes, uma queda vertiginosa: de 2004 a 2006, o Cresspom despencou da Série C à E, chegando ao fundo do poço em 2014, quando amargou a última posição do ranking geral do Bardileirão. Foi um baque para uma geração que viu a Onça ser caçada em seu próprio habitat.
De 2016 em diante, o clube iniciou uma lenta reconstrução. Sob a liderança do presidente Bryan Cattaneo — homem que assumiu o time em frangalhos e devolveu-lhe a dignidade —, o Cresspom voltou à Série D e ali se estabilizou. Jogadores como o volante Haroldo e o goleiro Amândio se tornaram símbolos dessa fase de resistência. Mas a pergunta que paira sobre a torcida é: a Onça ainda tem fome para caçar nas divisões superiores?
Em 2024, mais uma campanha modesta na Série D. O Cresspom segue vivo, mas ainda distante do brilho que um dia iluminou o Planalto Central. Resta saber se esse sono é letárgico ou estratégico. Como dizem os mais antigos: “Onça dorme, mas não morre.”
J. Dee Sique é colunista da revista Cruzeironautas e autor de “Onças e Homens: Histórias do Cerrado no Bardileirão”.
Principal - Camisa amarela e short preto

Secundário - Camisa e short pretos

Goleiro - camisa e short vermelhos
Segunda de goleiro - camisa branca e short cinza