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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.

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Bardileirão 2025

Disputando a Série E. Camisa da Aeroscope, com patrocinadora master Songenberg.

Camisa Nome Nome Completo Detalhes
1 João José João José Mansur Veio do Boa Esporte
3 Lucas Yoshida Lucas Yoshida Veio do Floresta
5 Bruno Vinicius Bruno Vinicius Loyd Veio do Boa Esporte
6 Thiago Sorriso Thiago Sobrinho Veio do Outonal
13 Alex Zoin Alex Morales Lateral, vindo do Interporto
15 Ceilândia Saul Bueno Zagueiro da base
20 Morel Francisco Morel Ponta, veio do Santos
36 Coutinho Josué Couto Centroavante, vindo do Retrô

Cresspom: A Onça que Roncou no Planalto e Adormeceu no Cerrado

Por J. Dee Sique

Há times que nascem com a missão de representar não apenas uma cidade, mas uma ideia. Fundado em 1973 no coração do Distrito Federal, o Cresspom carrega em seu DNA a grandiosidade de Brasília — e nas listras amarelas e pretas de seu manto, a ferocidade solta da onça pintada, seu mascote. Sua história no Bardileirão, no entanto, é a crônica de um clube de duas almas: uma, ambiciosa e destemida, que chegou a brigar na Série B por seis temporadas; outra, sonolenta e acomodada, que hoje vagueia pela Série D sem o mesmo ímpeto de outrora.

A década de 1990 foi a era de ouro da Onça. Após uma ascensão meteória no início dos anos 80 — que incluiu um acesso da Série E à C em apenas três temporadas —, o Cresspom viveu seu auge entre 1994 e 1995. Quem não se lembra do time de Édison Rosa no comando técnico e do atacante Stefan Palha, artilheiro do vice-campeonato da Série C em 1994? Foi esse mesmo time que, em 1995, alcançou a Série B e manteve-se na divisão de acesso por oito anos consecutivos, com campanhas sólidas e uma identidade defensiva que rendia elogios até dos mais críticos.

Mas o futebol é feito de ciclos. Em 2003, veio o rebaixamento. E nos anos seguintes, uma queda vertiginosa: de 2004 a 2006, o Cresspom despencou da Série C à E, chegando ao fundo do poço em 2014, quando amargou a última posição do ranking geral do Bardileirão. Foi um baque para uma geração que viu a Onça ser caçada em seu próprio habitat.

De 2016 em diante, o clube iniciou uma lenta reconstrução. Sob a liderança do presidente Bryan Cattaneo — homem que assumiu o time em frangalhos e devolveu-lhe a dignidade —, o Cresspom voltou à Série D e ali se estabilizou. Jogadores como o volante Haroldo e o goleiro Amândio se tornaram símbolos dessa fase de resistência. Mas a pergunta que paira sobre a torcida é: a Onça ainda tem fome para caçar nas divisões superiores?

Em 2024, mais uma campanha modesta na Série D. O Cresspom segue vivo, mas ainda distante do brilho que um dia iluminou o Planalto Central. Resta saber se esse sono é letárgico ou estratégico. Como dizem os mais antigos: “Onça dorme, mas não morre.”

J. Dee Sique é colunista da revista Cruzeironautas e autor de “Onças e Homens: Histórias do Cerrado no Bardileirão”.

Uniformes

Principal - Camisa amarela e short preto

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Secundário - Camisa e short pretos

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Goleiro - camisa e short vermelhos

Segunda de goleiro - camisa branca e short cinza