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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série C. Camisa da NeoCamisa, com patrocinadora master Ases Soft.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 2 | GP | Gregorio Pazzarela | Vem do Cobresal (Chile) |
| 4 | Vampiro | Lencio Scharz | Capitão do time, vindo do Cianorte |
| 5 | Wesley Andrade | Wesley Andrade | Centroavante tradicional do clube |
| 6 | Dáblio E | Wanderley Elyeser | Veio do Caxias |
| 7 | Marine | Alassane Soumar | Veio do Djoliba (Mali) |
| 8 | Pula-fogueira | Daniel Reis | Veio do Athletic Club |
| 11 | Geninho | Diógenes Lorenzo | Ponta, da base |
| 21 | Luiz Museu | Luiz José Paes | Centroavante da base |
| 22 | Dínamo | Mark Morner | Ponta, vindo do Lyngby (Dinamarca) |
| 25 | Heitão | Heitor Rezende | Zagueiro da base |
| 27 | Anibal Bueno | Anibal Bueno | Lateral, vindo do Palmeiras |
| 29 | Jesus | Jesus Nosmak | Meia, da base |
| 65 | Vitor Plantão | Vítor Fonseca | Ponta, da base |
Por João Pylart
Se há um clube que carrega nas patas o pó do tempo, este é o Floresta Esporte Clube. Nas vielas verde-e-brancas da capital cearense, onde os ventos do Mucuripe se misturam à fumaça do baião, brotou em 1954 o que viria a ser o Lobo do Bardileiro — clube errante, mas nunca apagado.
Seu percurso no Campeonato Bardileiro Unificado, desde 1982, é uma trilha sinuosa entre os cinco degraus da glória e do calvário. Floresta jamais chegou à Série A, mas sua alma ronda todas as divisões como quem busca — em cada temporada — o fio do destino.
Em 1984, ousou subir à Série B após uma campanha vibrante na C. Mas a festa durou pouco. Em 1985, rebaixado, o Lobo voltou ao matagal da terceira divisão, onde passaria boa parte da década. Nos anos 90, ousou novamente: uma sequência de acessos o levou até a Série B, mas o salto maior nunca veio. O Floresta parecia fadado a ficar no limiar da grandeza.
A partir de 1998, desceu por um escorregador de maus resultados: Série C, D e E — onde amargou os últimos lugares por longos anos. Mas então, como só os mitos cearenses sabem fazer, renasceu no meio das ruínas. Em 2005, ainda na Série E, arrancou uma campanha de ascensão que o levou de volta à C, e depois à B em 2009. A redenção parecia próxima, o uivo mais forte — mas o acesso à elite nunca chegou.
O Lobo, símbolo maior do Floresta, é criatura de resistência. Seus anos de glória não se medem por títulos, mas por sobrevivência e reinvenção. Em 2020, na Série E, o clube subiu com raça, e em 2022 já estava de volta à C. Uma trajetória de vaivéns, como o balanço de uma rede na varanda da esperança.
Rivalidades não faltaram. O Atlético de Santana do Acaraú, a Raposa do Sertão, sempre mirou o Floresta com os olhos da astúcia interiorana. E quando Iguatu emergiu com força nos anos 80, ali nasceu outro duelo de azuis e verdes sob o céu bardileiro.
Floresta nunca foi campeão nacional. Mas quem disse que mitos precisam de taças? A história que escreve é de quem luta contra os ventos da obscuridade. E como diz o torcedor apaixonado ali do bairro de Farias Brito: “O Lobo não precisa ser rei. Basta que seja o dono da noite.”
Principal - Camisa e short verde escuro

Secundário - Camisa e short brancos

Goleiro - camisa e short azul claro
Segunda de goleiro - camisa verde claro e short cinza escuro