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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série B. Camisa da Bructal, com patrocinadora master Zebu Farm.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 4 | Alonzo | Alonzo Piccio | Veio do Chivas Guadalajara (México) |
| 6 | Nicolau | Nicolau Rodrigues | Jovem centroavante, da base |
| 20 | Sada | Sada Kante | Ponta, vindo do Onze Créateurs (Mali) |
| 21 | Voslo | Alejandro Voslo | Centroavante, vindo do Remo |
| 22 | Lorenzo | Lorenzo Azevedo | Ponta, vindo do América-MG |
| 23 | Fábio Xavier | Fábio Xavier | Goleiro vindo do Retrô |
| 24 | Isinho | Isidoro Arruda | Lateral, vindo do CSA |
| 29 | Luis Xavier | Luis Xavier | Volante, vindo do Azuriz |
| 72 | Rangel | Faro Rangel | Volante vindo do Desportivo Cali (Colômbia) |
Por João Pylart
É impossível narrar o Campeonato Bardileiro sem dedicar uma crônica inteira ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense — clube que provou, ao longo de mais de quatro décadas, que só há um caminho certo na vida: o de quem não teme a queda e tampouco se acomoda com o topo.
Nos anos 1980, o Grêmio ainda esbanjava nobreza na Série A, frequentando com frequência o Top 10, e até beliscando dois vice-campeonatos consecutivos em 1985 e 1986. Mas 1990 foi o divisor de águas. Com a queda para a Série B, o clube iniciou uma descida longa e dolorosa, atravessando cinco temporadas entre as divisões C, D e E.
Em 1997, o Grêmio sagrou-se campeão da Série E, um feito que poucos celebraram na época — mas que hoje é visto como o início da reconstrução. A vitória, conquistada sob a batuta do técnico Faustino Quaresma e com elenco recheado de pratas da casa como Eron Inoque e o lateral Baltazar, foi o primeiro passo de uma escalada heróica.
Nos dez anos seguintes, o Grêmio percorreu a escada divisional degrau a degrau. Em 2009, com uma campanha consistente na Série C, obteve acesso à Série B. E em 2010, já sob o comando tático de Aloísio Novaes, foi vice-campeão da Série B, garantindo vaga na elite.
O acesso não foi apenas técnico. Foi simbólico. A torcida, que atravessara todos os calvários — desde as derrotas vexatórias nos campos de chão batido da Série D — agora voltava a entoar cantos com ecos em estádios de elite.
De 2011 em diante, o Grêmio reencontrou seu melhor futebol. A permanência na Série A virou rotina, e os acessos se transformaram em disputas de título.
Em 2020, com o genial atacante Medeiros e o maestro Holanda no meio-campo, o tricolor gaúcho venceu o Campeonato Bardileiro, terminando na liderança absoluta. A campanha teve 15 vitórias e um saldo de gols de +27, sendo ainda lembrada como uma das mais sólidas da era moderna.
Em 2023, o clube voltou a figurar no Top 3, terminando como vice-campeão, atrás apenas do surpreendente Outonal Sport Club, de Ariquemes — cujo esquema tático “zona mutante” ainda rende debates acalorados.
Mas como toda trajetória do Grêmio, a estabilidade é apenas aparente. Em 2024, o clube terminou na 17ª posição da Série A e foi rebaixado, encerrando um ciclo virtuoso com uma pontuação abaixo do esperado. O técnico Raí Fontana foi demitido sob pressão, e o volante Ramón do Brado, símbolo da geração, anunciou aposentadoria com a frase: “Não fomos menos; fomos breves demais no topo”.