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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputa a Série A. Camisa da Tapyta. Patrocinadora master Zebu Farm.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 2 | Watanabe | Balbino Watanabe | Veio do Juazeiro |
| 6 | Vita | Vital Mendonça | Veio do Atlético-GO |
| 8 | Jonas | Jonas D’Alban | Vindo do Inter de Limeira |
| 9 | A Semprún | Aaron Semprún | Reforço do Sporting Cristal (Perú) |
| 10 | Escobar | Escobar Álvares | Veio do Cresspom |
| 16 | Abelardo | Abelardo Telles | Lateral |
| 17 | GJ | Guilhermino Jaguaribe | Volante vindo do Ypiranga-RS |
| 33 | Lucas Miguel | Lucas Miguel Goulart | Ponta vindo da Imperatriz |
Torcedor apaixonado, se tem uma camisa que merece respeito no Bardileirão, é a do Outonal Sport Club! Fundado em 1981, lá no coração de Rondônia, o clube nasceu pequeno, mas com uma vontade de crescer do tamanho do Norte. E olha, a trajetória deles é daquelas que faz a gente acreditar que no futebol, tudo pode acontecer.
Nos anos 80, o Outonal era figurinha carimbada na Série E. Ninguém dava nada pelo time castanho, que penava nas últimas posições, quase sempre lutando pra não fechar a lanterna do campeonato. Era chão duro, campo esburacado e muita luta. Mas em 1985, o destino começou a sorrir: com um time aguerrido, liderado pelo capitão Ezequiel Castanha — cria da base e ídolo local — o clube arrancou um improvável acesso, mostrando que Rondônia também tem vez no futebol bardileiro.
Daí em diante, foi uma subida meteórica! Em 1986, surpreendeu geral e foi vice-campeão da Série D, garantindo vaga na Série C do ano seguinte. Não satisfeito, o Outonal foi campeão da Série C em 1987 e, pasmem, campeão da Série B já no ano seguinte! O Lobo Guará botou Ariquemes no mapa e invadiu a Série A ainda nos anos 80. Era festa na cidade, fogos, carreata e até promessa de erguer estátua pro técnico Mestre Stefano, que comandou a tropa com sabedoria e coragem.
Na elite, o Outonal manteve-se valente. Passou mais de uma década na Série A, sempre desafiando os grandes centros e arrancando pontos dos favoritos. Teve temporada boa, teve temporada sofrida, mas o Lobo não se intimidava. O meia Nilton, revelado ali mesmo nos campos de terra do bairro Primavera, virou referência com seus chutes de fora da área e ganhou até música nas arquibancadas.
Mas como futebol é roda-gigante (e eu já cansei de dizer isso por aqui!), veio a queda. Em 1996, o Outonal foi rebaixado, voltou forte pra Série B e já subiu campeão em 1997, mas depois, a maré virou: aos poucos, o clube foi escorregando, e a década de 2000 trouxe uma sequência de rebaixamentos doloridos. Em 2011, o pesadelo: estavam de volta à temida Série E, onde tudo começou.
A torcida nunca abandonou. Mesmo com o time no fundo do poço, o velho estádio Castanhal continuava recebendo sua gente — e foi lá que começou a virada. Nos anos recentes, liderados pelo jovem atacante Jonas Arara, cria do próprio Outonal, e pelo técnico visionário Marquinhos Poe, o clube reencontrou seu caminho. Subiu pra Série D em 2022, foi vice, campeão da C em 2023, e agora, em 2024, pegou o bonde G4 da Série B, voltando pra elite.
O Outonal é a prova viva de que o futebol bardileiro é feito de persistência, suor, e sonhos que nunca acabam. O Lobo Guará pode até tombar, mas nunca deixa de caçar seu lugar ao sol. Pro torcedor de Ariquemes, cada acesso é festa, cada rebaixamento é lição, e cada jogo é motivo de orgulho.
E eu, Milton Poe, deixo aqui meu respeito: porque o futebol alternativo também tem seus gigantes, e o Outonal, meu amigo, é gigante demais pro tamanho da tabela!
Até a próxima, e viva o Bardileirão!
