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Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
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Disputando a Série D. Camisa da Viaça, com patrocinadora master Zebu Farm. Sob comando do técnico Peri Russo.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 12 | Vini | Caio Vinicius Guerreiro | Goleiro, da base |
| 2 | Ológio | Ológio Gutiérrez | Lateral, da base |
| 14 | Francisco | Francisco Guedes | Zagueiro, vindo do Taubaté |
| 4 | Grão | Renato Lima | Zagueiro, vindo do Floresta |
| 5 | Hugo | Hugo Medeiras | Lateral, vindo do FATO |
| 6 | Vicente Mafra | Vicente Mafra | Volante, vindo do Cianorte |
| 7 | Emerson Farah | Emerson Farah | Volante, da base |
| 30 | Crateron | Heron Sobral | Meia armador, vindo do Caxias |
| 9 | Caique Salles | Caique Salles | Ponta, vindo do Mixto-MT |
| 21 | Sávio Bala | Sávio Kimura | Centroavante, vindo do São José |
| 22 | Oswaldo | Oswaldo Couto | Ponta, vindo do Retrô |
| 23 | Quirino | Quirino Marinheiro | Goleiro, vindo do Mirassol |
| 8 | Colapso | Gonçalo Silva Santos | Centroavante, da base |
| 3 | E Bianco | Edmilson Bianco | Lateral, da base |
| 25 | Albuquerque | Leonardo Albuquerque | Zagueiro, da base |
| 26 | Peixoto | Pedro Miguel Peixoto | Zagueiro, da base |
| 17 | André | André Gabriel Roque | Volante, vindo do Volta Redonda |
Por Claudia Neuralli
Poucas histórias no futebol bardileiro são tão dramáticas quanto a trajetória do Club de Regatas Vasco da Gama. Fundado em 1898 no Rio de Janeiro, o clube do "Bacalhau" protagonizou uma das mais extraordinárias jornadas de ascensão e queda que o nosso campeonato já testemunhou.
Quem vê hoje os dois troféus reluzentes de 1994 e 2012 no museu de São Januário mal pode imaginar que, no início dos anos 80, o Vasco amargava na quinta divisão do futebol bardileiro. Entre 1982 e 1986, o clube carioca passou cinco longos anos na Série E, com posições que variaram da 13ª à 3ª colocação. Era a era mais sombria da história vascaína.
"Ninguém acreditava que chegaríamos tão longe", relembra o lendário zagueiro Edmundo Bacalhau, ídolo absoluto que emergiu das categorias de base justamente nesse período difícil. "Jogar no Estádio da Colina com 500 pessoas era desolador. Mas o Vasco sempre foi maior que suas circunstâncias."
A guinada começou em 1987, quando o visionário técnico Cristiano Trovoada assumiu o comando da equipe. Apostando em uma filosofia ofensiva ousada e na valorização dos jovens talentos da base - entre eles o próprio Ed Juarez e o meia-armador RCA -, Trovoada conduziu uma subida meteórica.
Em apenas quatro anos, o Vasco escalou todas as divisões: passou três anos na Série D (1987-1989), consolidou-se na Série C em 1990, e finalmente chegou à Série A em 1991, terminando em 4º lugar e conquistando o acesso à elite nacional.
O que aconteceu nos anos 90 transformou o Vasco em lenda. Logo em sua estreia na Série A, em 1991, o time terminou em 4º lugar. No ano seguinte, 1992, veio a grande surpresa: com RCA como artilheiro e Ed Juarez como líder da defesa, o Vasco chegou à final do campeonato, conquistando o vice-campeonato bardileiro - um feito histórico para quem estava na Série E uma década antes.
Dois anos depois, em 1994, veio a glória máxima. A equipe comandada por Trovoada havia encontrado sua identidade: futebol veloz, contra-ataques letais e uma torcida que lotava São Januário aos gritos de "Bacalhau, Bacalhau!". O primeiro título bardileiro era finalmente vascaíno.
O segundo título demoraria longos 18 anos para chegar. Em 2012, já sob o comando do técnico português João Pedro, que soube reinventar o time com uma geração híbrida entre veteranos e jovens promessas vindas do interior fluminense, o Vasco voltou ao topo do futebol bardileiro.
Desde então, o Vasco vive uma trajetória instável típica de grandes clubes em reconstrução. Alternou entre a Série A e B durante os anos 2000 e 2010, com uma passagem frustrante pela Série D apenas em 2019, mas sempre demonstrando capacidade de reação.