<aside> ⚠️
Este conteúdo é parte do universo ficcional da novela Mastim, que se passa em uma realidade alternativa onde o futebol brasileiro seguiu um caminho divergente há 40 anos. Todos os times, personagens e eventos são criações fictícias. Nomes de clubes reais são usados apenas para ambientação, sem qualquer associação ou endosso pelos detentores das marcas originais.
</aside>
Disputando a Série C. Camisa da Pontalis, com patrocinadora master Continue. Sob comando do técnico Raí Fontana.
| Camisa | Nome | Nome Completo | Detalhes |
|---|---|---|---|
| 1 | Ginho | Sérgio Dantas | Vindo do Sport |
| 25 | Michel Mendonça | Michel Mendonça | Zagueiro da base |
| 15 | Otacílio | Otacílio Noronha | Zagueiro vindo do Cricatis |
| 5 | Filipe | Filipe Emanuel Padilha | Lateral, vindo do Cuiabá |
| 28 | Anfíbio | Otávio Conceição | Meia da base |
| 18 | Mancini | Hiago Mancini | Meia, vindo do Grêmio |
| 30 | Higgie | Heitor Higashi | Meia, da base |
| 31 | Cleitinho | Cleiton Sá | Ponta, vindo do Sport |
| 11 | A Nascimento | Aurélio Nascimento | Centroavante, vindo do Floresta |
| 9 | Benício | Benício Serrano | Ponta, vindo do Amazonas |
| 32 | Noah Catuaense | Noah Peixoto | Centroavante, do Atlético-GO |
| 8 | Bento | Bento Gomes | Meia, vindo do Cricatis |
Por Claudia Neuralli
Em uma modesta cidade do interior gaúcho, ergueu-se uma das histórias mais tocantes do futebol bardileiro. O Ypiranga de Erechim, carinhosamente apelidado de "Canário" pelas cores verde e amarela que ostenta desde 1924, protagonizou uma saga que mistura glória e melancolia, ascensão meteórica e queda gradual – um verdadeiro espelho da realidade de centenas de clubes do interior brasileiro que sonham com dias de glória nacional.
A década de 1980 começou de forma promissora para o Canário, que se mantinha estável na Série C. Porém, a segunda metade daquela década reservaria ao clube uma das quedas mais dramáticas da história do campeonato. Entre 1985 e 1987, o Ypiranga despencou da Série C até a lanterna da Série E, tocando o fundo do poço do futebol bardileiro. Foi um período sombrio, marcado por crises financeiras e pela saída em massa dos principais jogadores para clubes da capital.
Mas foi justamente nas profundezas da quinta divisão que nasceu uma das mais belas histórias de superação do nosso futebol. Em 1988, a chegada do técnico Magnus Couto – então um jovem e desconhecido treinador que buscava sua primeira oportunidade no futebol profissional – marcou o início de uma reviravolta épica. Felipão, como já era conhecido nos bastidores, trouxe consigo uma metodologia rigorosa e uma filosofia de trabalho que transformaria garotos das categorias de base em heróis locais.
O principal símbolo dessa transformação foi Evanildo Muller, então com apenas 11 anos, que chegou às categorias de base do Ypiranga em 1991 – curiosamente, o mesmo ano em que o clube conquistou o título da Série E. Embora tenha permanecido pouco tempo em Erechim antes de ser negociado com o Grêmio, Vanill sempre declarou que foi no Canário que aprendeu "a voar com os pés no chão", referência que se tornou emblemática na imprensa esportiva gaúcha.
Sob o comando de Magnus, que permaneceu no clube até 1994, o Ypiranga viveu sua era dourada. A conquista da Série E em 1991, seguida pelo vice-campeonato da Série D em 1992 e pelo título da Série C em 1993, consolidou uma das ascensões mais impressionantes da história do campeonato. Em apenas três anos, o clube subiu da quinta para a segunda divisão, embalado por um time que mesclava veteranos experientes como Cairo Testa – que passou uma temporada em Erechim em 1992 – com jovens promessas locais.
O auge veio em 2001, quando o Canário finalmente alçou voo até a elite do futebol bardileiro. A histórica classificação para a Série A foi comemorada por toda a região da Serra Gaúcha, com caravanas vindas de dezenas de cidades vizinhas para apoiar o time nas partidas decisivas. O atacante Diógenes, em empréstimo do Porto, foi o artilheiro dessa campanha memorável, marcando 23 gols e se tornando ídolo eterno da torcida ypiranguense.
Contudo, como frequentemente acontece no futebol, o sonho da elite durou apenas uma temporada. Em 2001, o Ypiranga amargou a lanterna da Série A, vítima da própria inexperiência e de limitações estruturais que se tornaram mais evidentes no palco principal do futebol nacional. A saída de Diógenes no meio da temporada, negociado para quitar dívidas, simbolizou as dificuldades de um clube do interior em competir com os grandes centros.
Desde então, o Canário vive um longo período de nostalgia e tentativas de retorno. Por mais de duas décadas, oscila entre as Séries C e D, ocasionalmente flertando com acessos que nunca se concretizam. A passagem de técnicos renomados como Marcus Carvalho (2015-2016) e Alex Macedo (2019-2020) trouxe esperanças renovadas, mas esbarrou sempre nas mesmas limitações: orçamento reduzido, êxodo de talentos e a dura realidade de competir em um cenário cada vez mais profissionalizado.
Paradoxalmente, essa constante luta pela sobrevivência criou uma das torcidas mais apaixonadas do interior brasileiro. O Estádio Montanha dos Vinhedos, com capacidade para 12 mil pessoas, ainda se enche nas partidas decisivas, com torcedores que carregam na memória os dias gloriosos de 2001 e alimentam a esperança eterna de rever o Canário voando nas alturas do futebol nacional.
Hoje, aos 100 anos de fundação, o Ypiranga-RS representa muito mais que um clube de futebol: é o símbolo da resistência do interior, da capacidade de sonhar grande mesmo com recursos limitados, e da certeza de que, no futebol, sempre há uma nova temporada para recomeçar. Afinal, como diz o hino do clube, "o Canário pode voar baixo, mas nunca deixa de cantar".
| Ano | Nome | Função |
|---|---|---|
| 1988 | Magnus Couto | Técnico |
| 1988 | Evanildo "Vanill" Muller | Zagueiro |
| 1992 | Cairo Testa | Volante |
| 2001 | Diógenes Freitas | Atacante |
| 2015-2016 | Marcus Carvalho | Técnico |
| 2019-2020 | Alex Macedo | Técnico |
Principal - Camisa amarela, short verde